Sem Título nº 31

já não passa mais por aqui

tanta abelha

 

e os pássaros

que sumiram

talvez tenham sido mortos

pela crescente aplicação

agrotóxicos

 

 

como se espera viver

num lugar assim?

 

 

as flores carentes

desejando loucamente

serem reviradas

por dentro…

 

 

Edvan Moura – 2017

Desabafo!

POEMA DIFERENTE

SEM GRAÇA

FEITO POR ACIDENTE

MEIO QUE NA RAÇA

 

 

POEMA BOBO

QUE NINGUÉM VAI LER

POR QUE TODOS

TEM MAIS O QUE FAZER

 

 

DÁ LICENÇA!

MAS EU INSISTO EM ESCREVER POESIAS

 

PARA NÃO FICAR LOUCO

ESSE MOTIVO PODE PARECER POUCO

MAS POEMAS, PARA MIM,

É UMA GRANDE MAGIA!

 

É UMA REFLEXÃO FILOSÓFICA

É UMA BANDEIRA ANTI ESTEREÓTIPO

FOGE DO LUGAR COMUM

ESSE ESCONDERIJO ONDE NINGUÉM PODE SE SER ÚNICO

 

POESIA, EU TE AMO.

EU TE CLAMO!

 

 

Edvan Moura – 2017

 

Klaatu Barada Nikto

os vigilantes (anjos ou alienígenas?)

donos do olho

sempre alerta (triangular, triangulado, triangulação)

deram ideia a George Orwell

 

mas antes disso

influenciaram os maçons

 

mas antes disso

ajudaram a criar os iluminati

 

mas antes disso

fizeram as primeiras abduções com os homens primitivos

 

ao longo de nossa História

eu não sei quem ganhou e ganha com as guerras e com as mortes

se são os vigilantes ou se é o homem

 

eu só queria que os vigilantes

me dessem potência na voz

de 10 bilhões de decibéis

para poder gritar para o mundo todo:

Klaatu Barada Nikto!!!

 

para que os homens parem

e aprendam a lição da Doce Maria

de unir o cérebro e as mãos

por meio do coração

 

 

Edvan Moura – 2017

Síndrome do pânico

eu não saio mais da cidade

 

eu não saio mais na rua

 

não vou sair deste apartamento também

 

quer saber?

 

não vou sair de mim

não vou sair…

e nem vou entrar

 

vou ficar

pra ninguém

nunca mais

me encontrar

 

 

Edvan Moura – 2016

De-pressão

ausência de dor

ausência de amor

esse estado  de

anestesia

mas em plena vigília

 

sem sofrimento

sem alegria

não há ambição

nem revolta

nem fome

nem  plenitude

 

somente uma pressão

vai pra dentro eternamente

no peito, bem no coração

mas que coração?

 

é apenas essa pressão de dentro

a de-pressão

 

 

Edvan Moura – 2016